segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A questão Aborto no Brasil

Confira em http://erenavitrine.blogspot.com/ o artigo de Maria Rita Kehl.
Junte algum power-point sobre a temática, como "A carta de um bebê para sua mãe". Havia vários circulando em 2007, quando o Congresso Nacional tirou das gavetas o anti-projeto sobre a legalização do Aborto no Brasil.

Recomendado especialmente para o Nível Médio, o assunto precisa ser apontado como temática de Saúde Pública. Filme: "O Aborto dos Outros", Carla Gallo, 2008.
Também no You Tube há vários materiais, dentre eles: http://www.youtube.com/results?search_type=&search_query=aborted+youth&aq=f

Depois, poderemos questionar ainda:
Aborto: Será que abortar se define em apenas um questionamento sobre o que é certo ou errado?
Que valores estão envolvidos entre a vida e a morte?
O que é permitido?

Questionar é algo mais complexo: é buscar informações, pensar, discutir, posicionar-se sobre o assunto. Nesse contexto, como a escola, os professores, os alunos, os funcionários, a comunidade vêem a questão do Aborto?

O que leva ao Aborto? (  ) medo
                                     (  ) violência sexual
                                     (  ) falta de conhecimento
                                     (  ) marginalidade
                                     (  ) estética
                                     (  ) superficialidade

Para o 9º ano:

Salmo 91. 1-16


Marcos 12. 28-31: Amar a Deus sobre todas as coisas, amar o próximo como a si mesmo. Injustiças diante da vida
Classificação de Pedro Finkler.
1.     Delitos que interrompem a vida;
2.     Opressão da vida;
3.     Aviltamento que amargura a vida;

Aborto: interrupção violenta da gravidez antes que o feto seja viável, antes que possa sobreviver fora do útero.

Infanticídio: é a morte causada voluntariamente a criança nascitura ao se iniciarem as dores do parto, ou recém-nascida até oito dias de vida.
É crime.

Homicídio: é a morte violenta de uma pessoa provocada por outra pessoa, por cauda injusta e ilegal. Ninguém pode decidir quando a outra pessoa vai morrer, isto é decisão que não cabe a nós.
Não matarás.

Suicídio: é a ação pela qual a pessoa atenta contra a própria vida. Todos os povos sempre consideraram a vida um valor sagrado. Por isso é ilícito o suicídio.

Eutanásia: é o assassínio premeditado e cometido por piedade, às vezes a pedido da própria vítima.

Aviltamento: Ignorância, Prostituição, Excessos que deterioram a qualidade de vida pela alimentação, alcoolismo, fumo, consumo de drogas,.
Difamação.

A opressão da vida se faz por violência, terrorismo, guerra e tortura.

A vida se encontra no caminho da justiça; o caminho da injustiça conduz para a morte. Provérbios 12. 28

Tarefa: O que se entende por cada um dos itens da Opressão da vida e o que se entende por Aviltamento e seus itens?
 
 
Lembre-se de citar a referência ao utilizar este material. Direitos reservados e limitados ao uso didático.

domingo, 10 de outubro de 2010

As crianças aprendem o que vivem

Se uma criança vive criticada, aprende a condenar.
Se uma criança vive hostilidade, aprende a brigar.
Se uma criança vive envergonhada, aprende a sentir-se culpada.
Se uma criança vive com estímulo, aprende a confiar.
Se uma criança vive apreciada, aprende a apreciar.
Se uma criança vive com igualdade, aprende a ser justa.
Se uma criança vive com segurança, aprende a ter fé.
Se uma criança vive com aprovação, aprende a querer-se.
Se uma criança vive com amizade, aprende a amar a humanidade.

Fonte: UNICEF

sábado, 9 de outubro de 2010

Direito ao Conhecimento Religioso e à religiosidade

Li um texto muito interessante sob o título "Deus mora no céu ou nos outros planetas?", disponível em:
http://portal.rpc.com.br:80/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=774048

Por isso convido você a fazermos juntos algumas reflexões, sob forma de questionamentos, considerando que este blog é direcionado a professores, pais e alunos.

1. O que anda precário não é apenas o funcionamento de serviços públicos... As obrigações familiares também estão sendo negligenciadas.

2. Várias Organizações não governamentais mantém projetos sociais, que atendem crianças e adolescentes, procurando suprir as necessidades e os direitos infanto-juvenis. Supõe-se que o direito à espiritualidade, ítem constante na legislação em vigor, leia-se Estatuto da Criança e do Adolescente, não está sendo respeitado ou oferecido. A criança tem o direito de saber qual é a filosofia existencial de seu munitor, de seu professor, de seu pai e de sua mãe. Trata-se do exemplo ou do testemunho, que devem ser alicerçados pelos princípios do Respeito.

3. É preciso garantir, pelos meios legais, especialmente na Escola Pública, princípios norteadores que orientem as reflexões infanto-juvenis nas diversas fases etárias. Há que se cuidar com as manifestações de fundamentalismos, porque o princípio da Tolerância rege esse meio.

4. Acrescento algumas interrogações, na perspectiva da tradição religiosa: Estaria correto supor que nos moldes das sociedades atuais não há cultivo de tradições religiosas? Esta localização é apenas aqui no Brasil, dada a miscigenação religiosa? Poderíamos afirmar que "As 'ilhas' fazem o movimento contrário à universalização ou globalização.", contribuindo para interpretações diferenciadas e não globais de fenômenos sociais ou antropológicos?

Lembre-se: ao citar este artigo, mantenha os direitos autorais, resguardando a fonte do texto "Deus mora no céu ou em outros planetas?"

domingo, 26 de setembro de 2010

Ensino Religioso e o posicionamento público da IECLB

MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DA IECLB REFERENTE AO ENSINO RELIGIOSO

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB, que tem entre suas finalidades o testemunho público e a
vivência do Evangelho de Jesus Cristo em nosso país (Art. 1º da Constituição da IECLB), como entidade civil está inserida no contexto histórico e geográfico brasileiro, plenamente acatando, por conseguinte, a Constituição Federal (Art. 2º e 5º da Constituição da IECLB).

Historicamente, a IECLB tem prestado relevantes serviços à educação do povo brasileiro. Também esteve e segue envolvida na discussão acerca do Ensino Religioso na esfera pública e para dentro das escolas confessionalmente identificadas com ela, tendo acompanhado e apoiado o trabalho do FONAPER – Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso em nosso país. Nos âmbitos estaduais ela tem representação em entidades civis do CONER, onde a questão do Ensino Religioso escolar foi e é debatida, em busca de políticas e propostas educacionais que respeitem o direito fundamental das pessoas à diversidade cultural e religiosa no Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo, conforme a LDB 9.394/96, em sua nova redação, dada ao Art. 33, pela Lei 9475/97.

Diante do exposto, a IECLB compreende que, vivendo num mundo globalizado, onde os valores do mercado abafam, sem
constrangimento, valores essenciais à vida, ao mesmo tempo em que acontecem grandes avanços nos campos científico e tecnológico, assistimos, perplexos, a múltiplas formas de violência, inclusive a pobreza e a fome, a falta de tolerância e o desrespeito às diferenças e às diversidades.

Nesse contexto, o Ensino Religioso constitui-se em espaço de grande riqueza para a reflexão e o exercício de uma nova
consciência, possibilitando o conhecimento do fenômeno religioso, o qual se traduz em abertura e na aceitação do outro. O
conhecimento religioso é patrimônio da cultura humana e, por isso, é parte integrante na formação cultural e cidadã das crianças e dos jovens de todas as escolas do nosso país.

Assim, o Ensino Religioso não poderá ser algo abstrato, prescindindo da tarefa de transmitir informações básicas e centrais
acerca das crenças, espiritualidade e organização das principais expressões religiosas no mundo, no país e, não por último, no contexto local em que o Ensino é ministrado. No entanto, a volta a um Ensino Religioso Confessional, como previsto no Acordo Brasil–Vaticano, é um retrocesso e se coloca na contramão da legislação acima mencionada concernente ao Ensino Religioso nas escolas públicas. Tampouco faz jus a um salutar processo de socialização e de capacitação para a cidadania que se dão no âmbito escolar. O ensino confessional de cada crença é atribuição das denominações religiosas em seus espaços próprios. O respeito mútuo, a liberdade religiosa e a igualdade de direitos entre as religiões constituem-se num preceito constitucional que deve ser rigorosamente respeitado.

Portanto, conclamamos a todas as pessoas envolvidas na educação e por ela responsáveis a se empenharem em favor de
uma proposta abrangente e inclusiva para o currículo do Ensino Religioso e para as políticas educacionais públicas. Assegure-se, assim, a formação integral da pessoa, sempre comprometida com a participação cidadã e o respeito integral às diferenças religiosas, na tarefa comum de construção de relações de paz e justiça em nosso país.

Porto Alegre, 23 de setembro de 2010

Dr. Walter Altmann
Pastor Presidente da IECLB

Visite também o site http://www.luteranos.com.br/ e tenha acesso ao documento em pdf.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A simbologia da árvore

No dia 21 de setembro comemora-se o Dia da Árvore.
Este é um exemplo de ilusionismo para diversão...
Há que se procurar 10 Rostos na copa ou no entorno da árvore. Um ótimo exercício, diga-se!


Menciono este conteúdo na área simbólica porque a Árvore na simbologia religiosa destaca o Reino Vegetal. Há várias passagens da Bíblia Sagrada que citam árvores, ou arbustos, inclusive suas espécies. Carvalhos, oliveiras, videiras, figueiras...
Podemos fazer uma boa pesquisa para "devastar" o campo do reino vegetal na Bíblia.

Há também aspectos ecológicos, revelando aspectos humanos, como, por exemplo em Deuteronômio 20.19: "Quando sitiares uma cidade por muito tempo, pelejando contra ela para a tomar, não destruirás o seu arvoredo, metendo nele o machado, porque dele comerás; pelo que não o cortarás, pois será a árvore do campo algum homem, para que fosse sitada por ti?"

Quando a árvore está desfolheada, como esta que vimos acima, o início da primavera é muito esperado. A natureza revela um novo ciclo vital, que, simbolicamente, poderá ser comparado ao reinício da vida. Nesse aspecto poderá ser lembrada a famosa expressão "árvore da vida", Gênesis, para a qual não houve permissão de lhe experimentar o fruto, sob pena das consequencias que a humanidade bem conhece.

A temática não está esgotada. Antes é pretesto para acréscimos. A qualquer tempo eles são possíveis!