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domingo, 28 de agosto de 2011

Paz na Criação de Deus

A IECLB reflete sobre esta temática, baseada no Evangelho de Lucas2, 14: "Glória a Deus e paz na terra".
Mais detalhes em www.ieclb.com.br/temadoano

Um recurso utilizado em uma Comunidade Evangélica de Confissão Luterana, por ocasião da Festa da Colheita - Gratidão, é a música, cuja letra encontramos em http://musicabrasilieclb.blogspot.com/2011/08/paz-de-deus.html:

Paz de Deus

                                          Paz, paz de Deus! Paz que traz esperança!
                                          Paz, paz de Deus! Paz que desperta compromisso...
                                          Paz na criação de Deus! Paz na criação de Deus!

E este é o vídeo, publicado no YouTube:


http://www.google.com.br/search?q=Paz+na+cria%C3%A7%C3%A3o+de+Deus&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a#q=Paz+na+cria%C3%A7%C3%A3o+de+Deus&hl=pt-BR&client=firefox-a&hs=LnU&rls=org.mozilla:pt-BR:official&prmd=ivns&source=lnms&tbm=vid&psj=1&ei=vMpaTuvSOZODtgfDldyRDA&sa=X&oi=mode_link&ct=mode&cd=3&ved=0CBEQ_AUoAjgo&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.&fp=c1f66402d9b424e0&biw=1016&bih=593

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Gratidão

A memória e sua busca nos inspiram a momentos de gratidão pelo que já foi...
Considero o exemplo abaixo, mesmo que seja internacional, adequado para o uso didático.



Fonte:
http://www.youtube.com/watch?v=4k613v5OZNk&feature=related

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Como ensinar o Compromisso

Alguns valores para a vida completa, inteira, com boa fundamentação ética são moldáveis à medida em que há uma boa orientação educacional. Essa tarefa é conjunta, intransferível, grupal, assimilada por todos os atores familiares e escolares. Naturalmente, a participação nas comunidades eclesiásticas facilita essas escolhas por parte de crianças, pré-adolescentes e jovens.

Trabalhei com meus alunos a "História da preguiça", história popular, de autoria desconhecida:

"Esta é uma história sobre quatro pessoas: Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém.
Havia um grande trabalho a ser feito e Todo Mundo tinha certeza de que Alguém o faria. Qualquer Um poderia tê-lo feito, mas Ninguém o fez. Alguém se zangou porque era um trabalho de Todo Mundo. Todo Mundo pensou que Qualquer Um poderia fazê-lo, mas Ninguém imaginou que Todo Mundo deixasse de fazê-lo.
Ao final Todo Mundo culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer Um poderia ter feito."

Perguntinhas simples:
a) Quem faria o trabalho?
b) Quem o fez?
c) De quem era o trabalho?
d) Quem poderia tê-lo feito?

O texto escrito informa a redução de sentido, pois apresenta os pronomes indefinidos como personagens.
O professor pode optar em ler o texto, trabalhá-lo e depois apresentá-lo em sua forma escrita.

Lembre-se de citar a referência ao utilizar este material.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Uso de Fábulas para ensinar a Igualdade

O gato vaidoso

Monteiro Lobato

          Moravam na mesma casa dois bichanos, iguais no pelo mas desiguais na sorte. Um, amimado pela dona, dormia em almofadões. Outro, no borralho. Um passava a leite e comia no colo pela mão da senhora. O outro por feliz se dava com espinhas de peixe colhidas no lixo.
          Certa vez cruzaram-se no telhado e o bichano de luxo arrepiou-se todo dizendo:
          - Passa de largo, vagabundo! Não vês que és pobre e eu rico? Que és gato de cozinha e eu, de salão? Respeita-me, pois, e passa de largo...
          - Alto lá, senhor orgulhoso! Lembra-te que somos irmãos, criados no mesmo ninho.
          - Sou nobre! Sou mais que tu!
          - Em quê? Não mias como eu?
          - Mio.
          - Não caças ratos como eu?
          - Caço.
          - Não comes ratos como eu?
          - Como.
          - Logo, não passas dum simples gato igual a mim. Abaixa, pois, a crista desse orgulho idiota e lembra-te que mais nobreza do que eu não tens. - O que tens é apenas um bocado mais de sorte...
           Quantos homens não transformam em nobreza o que não passa de um bocado mais de sorte na vida.


IN: LOBATO, MONTEIRO. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1971, p. 112.

Algumas considerações:
1. Estamos no período em que a lei é: uma pessoa maior de 16 anos é igual a um voto, no âmbito civil. Assim, um conceito de cidadania que encontramos é cultuar existencias políticas individuais, autônomas e separadas.
2. Os valores parceiros da Igualdade são: Liberdade e Justiça. Ao seu lado vem: Honestidade, Autonomia, Simplicidade, Sobriedade e Ecologia. O resultdado final é a produção de Paz, amor e alegria. A Igualdade constrói a Dignidade Humana, portanto, podemos relacionar a temática com Direitos Humanos na Atualidade.
3. As concepções de Igualdade perpassam a história humana. No tempo de Martinho Lutero, século XVI, afirma: “um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém”, mas que, ao mesmo tempo, “é servidor de todas as coisas e sujeito a todos”. Há que se buscar os conceitos sobre Igualdade nos textos sagrados.


Lembre-se: ao utilizar este texto cite a referência.



terça-feira, 2 de novembro de 2010

Consolo

Citações bíblicas permanentes, para mensagens de Consolo às pessoas Enlutadas:

1. Jesus Cristo diz: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.”, conforme Mateus 28.20

Salmo 73. 23-26: 

2. “Todavia, estou sempre contigo, Senhor meu Deus, Tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com Teu conselho, e depois me recebes na glória. Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que minha carne e o meu coração desfalecem,
Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.”
3. “Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor.” Salmo 105. 3

4. “Como a mãe que consola o filho, eu consolarei vocês; Vocês ficarão contentes e terão novas forças.” Isaías 66. 13-1

Nossa missão é...

-
E podemos convidar para cada ser humano entregar, decidir e considerar que...
1. “Consolar os que estiverem em qualquer angústia com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus”. 2 Coríntios 1. 4

1. “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará.” Salmo 37.5


2. “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” Josué 24.15


3. “O homem vê o exterior, porém o Senhor o coração.” (I Samuel 16.7)


4. "Se vivemos, para o Senhor  vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu; para ser Senhor, tanto de vivos como de mortos.” Romanos 14.8-9




Que educadores e educadoras cristãos possam inspirar-se para fazer o bem, consolar aqueles que choram, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém.

domingo, 31 de outubro de 2010

Será que fiz a minha parte


Queremos responder à pergunta "Será que fiz a minha parte?" com a seguinte reflexão...
“Nosso Senhor, Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu a eterna consolação e a boa esperança pela graça, animem os vossos corações e vos confirmem em tudo o que fazeis e dizeis em vista do bem.” 2 Tessalonissences 2. 16-17

                                O sol nasce fulgurante e majestoso

                                A mãe não tem comida para o seu filho faminto.

                                A lua aparece no céu, acompanhada de astros brilhantes.
                                O homem rebaixado aluga o corpo de uma moça pobre
                                que  quer assegurar a vida de seus pais.

                                As flores coloridas exalam seu perfume e sua magia.
                                O rapaz desempregado desmaia de fome.

                                As minas estão cheias de minérios preciosos,
                                necessitados pela humanidade.
                                O ser humano, sempre que pode, ergue barreiras.

                                As ondas azuis do mar abraçam as praias douradas.
                                A jovem mulher fica sabendo que seu marido
                                foi ferido na explosão.

                                Os passarinhos chilreiam cantos doces junto a seus ninhos.
                                A família expulsa do seu lar não encontra teto para si.

                                As árvores fornecem sombra a pessoas e animais
                                no calor do meio dia.
                                Substâncias químicas são produzidas
                                que destroem a vegetação.

                                A cruz proclama a mensagem da reconciliação.
                                Exércitos se põe em marcha para matar seres humanos.
Johson Gnabaranaram, Senhor, renova-me, p. 73s.

Oração:
Ó Deus amado,
Tu fizeste a tua parte de forma tão maravilhosa.
Nós, porém, não fizemos a nossa parte.
Nós deixamos de pensar nos famintos.
Estamos cheios de cobiça.
Somos egoístas.
Somos cruéis.
Permitimos que sejam fabricadas armas que matarão a outros e a nós mesmos.
Elegemos políticos que nada fazem pela paz.
Tu, Senhor, criaste o mundo tão perfeito e belo.
Ó Pai amado, ensina-nos o que fazer.
Dá-nos força para fazer o que tu queres. Amém.

sábado, 9 de outubro de 2010

Direito ao Conhecimento Religioso e à religiosidade

Li um texto muito interessante sob o título "Deus mora no céu ou nos outros planetas?", disponível em:
http://portal.rpc.com.br:80/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=774048

Por isso convido você a fazermos juntos algumas reflexões, sob forma de questionamentos, considerando que este blog é direcionado a professores, pais e alunos.

1. O que anda precário não é apenas o funcionamento de serviços públicos... As obrigações familiares também estão sendo negligenciadas.

2. Várias Organizações não governamentais mantém projetos sociais, que atendem crianças e adolescentes, procurando suprir as necessidades e os direitos infanto-juvenis. Supõe-se que o direito à espiritualidade, ítem constante na legislação em vigor, leia-se Estatuto da Criança e do Adolescente, não está sendo respeitado ou oferecido. A criança tem o direito de saber qual é a filosofia existencial de seu munitor, de seu professor, de seu pai e de sua mãe. Trata-se do exemplo ou do testemunho, que devem ser alicerçados pelos princípios do Respeito.

3. É preciso garantir, pelos meios legais, especialmente na Escola Pública, princípios norteadores que orientem as reflexões infanto-juvenis nas diversas fases etárias. Há que se cuidar com as manifestações de fundamentalismos, porque o princípio da Tolerância rege esse meio.

4. Acrescento algumas interrogações, na perspectiva da tradição religiosa: Estaria correto supor que nos moldes das sociedades atuais não há cultivo de tradições religiosas? Esta localização é apenas aqui no Brasil, dada a miscigenação religiosa? Poderíamos afirmar que "As 'ilhas' fazem o movimento contrário à universalização ou globalização.", contribuindo para interpretações diferenciadas e não globais de fenômenos sociais ou antropológicos?

Lembre-se: ao citar este artigo, mantenha os direitos autorais, resguardando a fonte do texto "Deus mora no céu ou em outros planetas?"

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Decálogo para uma espiritualidade da não-violência

Um dos temas que desafiam educadores Brasil afora é "como" abordar a "Violência". Existe um grupo de estudiosos e profissionais de múltiplas áreas que se posicionam firmemente em tratar da "Não-violência". Essa corrente aborda a temática no sentido de evitar a Violência, sem negá-la. Encontrei um texto que pode ser associado à reflexão, especialmente ao tratarmos com o Nível Médio, e que dá o título deste artigo, assinado por Rosemary Lynch e Alain Richard, religiosos da ICAR.

"A não-violência ativa nos chama para:
1 - Aprender a reconhecer e respeitar "o sagrado" ("aquele algo de Deus", como dizem os quacres) em todas as pessoas - inclusive em nós - e em todas as partes da criação. Os atos da pessoa não-violenta ajudam a liberar da obscuridade ou do cativeiro esse divino no oponente.

2 - Aceitar-se a si próprio profundamente. Aceitar "quem sou eu" com todas as minhas dádivas e riquezas, com todas as minhas limitações e erros, falhas e fraquezas e dar-me conta de que sou aceito por Deus. Viver em nossa verdade, sem orgulho desmedido, com menos ilusões e falsas expectativas.

3 - Reconhecer que aquilo que me ofende numa outra pessoa, e talvez até deteste, provém da minha dificuldade em admitir que essa mesma realidade está em mim também. Reconhecer e renunciar a minha própria violência, o que se torna evidente quando começo a monitorar minhas palavras, gestos, reações.

4 - Renunciar ao dualismo, à mentalidade "nós-eles" (maniqueísmo). É isto que nos divide em "pessoas boas/pessoas más" e nos permite demonizar o adversário. É a raiz do comportamento autoritário e exclusivista. Gera o racismo e torna possível os conflitos e as guerras.

5 - Encarar o medo e lidar com ele, não tanto na base da coragem, mas do amor.

6 - Compreender e aceitar que a Nova Criação, a construção de uma Comunidade Amada, sempre é levada adiante com a ajuda de outros. Nunca se constitui num "ato solo". Isto requer paciência e a capacidade de perdoar.

7 - Enxergar-nos como parte do todo da criação, em relação à qual nutrimos uma relação de amor, não de supremacia, lembrando-nos de que a destruição do nosso planeta é um problema profundamente espiritual, não apenas um problema científico ou tecnológico. Somos todos um.

8 - Estar dispostos a sofrer, talvez até com alegria, se acreditamos que isto venha liberar o divino nos outros. Isto inclui que aceitemos nosso lugar e momento na história com seus traumas e ambiguidades.

9 - Ser capazes de celebrar, de alegrar-nos, quando a presença de Deus foi aceita, e quando não foi, ajudar a descobrir e reconhecer esse fato.

10 - Ir mais devagar, ser pacientes, plantando as sementes do amor e do perdão em nossos próprios corações e nos corações daqueles que estão ao nosso redor. Devagar, cresceremos no amor, na compaixão e na capacidade de perdoar.


IN: BUTIGAN, Ken. BRUNO, Patrícia (OP). Da Violência à Integridade. Um programa sobre a espiritualidade e a prática da não-violência ativa. Sinodal, São Leopoldo, 2003.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Atitudes que envolvem o Respeito

Há material disponível na internet.
Como eu sou cristã luterana convicta, compartilho minha teoria explicativa:
Vejamos a ilustração da Cruz:

Recomendações e Atividades
Cada professor poderá adaptar este quadro à turma. Sugiro que usem-no apenas nas turmas que tiveram noções sobre o Cristianismo e têm clareza quanto ao significado da Cruz Vazia.
Ao optar em trabalhar na forma de cartaz ou cartazes, a atividade pode ser: Preencher com exemplos cada um dos ítens, para posterior diálogo.

Bom trabalho para você!
Compartilhar saberes significa citar as referências: direitos autorais para fins didáticos.
Muito obrigada pela sua participação neste blog!




quarta-feira, 21 de abril de 2010

Uso de fábulas para ensinar o Respeito

As fábulas são recursos muito interessantes para o Ensino Religioso Escolar, pois podem integrar a proposta interdisciplinar na Unidade Escolar.

O tema que estamos trabalhando nos últimos dias é o Respeito, como valor, como atitude e como sentimento decorrente do processo de ensino e/ou aprendizagem.

Assim, um texto de possível trabalho é a fábula reescrita por Monteiro Lobato. O rato da cidade e o rato do campo é originária, possivelmente, de Esopo, Grécia Antiga, e reescrita por outros autores, inclusive nos anos do Iluminismo. Cada um desses acrescentou detalhes próprios.

O rato da cidade e o rato do campo


Monteiro Lobato

Certo ratinho da cidade resolveu banquetear um compadre que morava no
mato. E convidou-o para um festim, marcando lugar e hora.

Veio o rato da roça, e logo de entrada muito se admirou do luxo de seu
amigo. A mesa era um tapete oriental, e os manjares eram coisa papafina: queijo
do reino, presunto, pão-de-ló, mãe-benta. Tudo isso dentro dum salão cheio de
quadros, estatuetas e grandes espelhos de moldura dourada.

Puseram-se a comer.

No melhor da festa, porém, ouviu-se um rumor na porta. Incontinenti o rato da cidade fugiu para o seu buraco, deixando o convidado de boca aberta. Não era nada, e o rato fujão logo voltou e prosseguiu no jantar. Mas ressabiado, de orelha em pé, atento aos mínimos rumores da casa.

Daí a pouco, novo barulhinho na porta e nova fugida do ratinho.

O compadre da roça franziu o nariz.

- Sabe do que mais? Vou-me embora. Isto por aqui é muito bom e bonito mas não me serve. Muito melhor roer o meu grão de milho no sossego da minha toca do que me fartar de gulodices caras com o coração aos pinotes. Até logo.

E foi-se.


O professor poderá elaborar os exercícios apropriados a sua turma e desenvolver o tema com as informações e reflexões nos artigos anteriores.

Fonte: LOBATO, Monteiro. O Rato da cidade e o rato do campo. Material de uso didático. Lajeado, FATES, Curso de Letras, 1993.

sábado, 17 de abril de 2010

Considerações sobre Escola, ERE e Respeito - 3ª parte

Para a Educação Infantil e as Séries Iniciais do Nível Fundamental, sugiro a continuação da reflexão sobre "A arte de ensinar o Respeito" na escola:

Reconhecer o valor de outras pessoas, o valor do conjunto de objetos e pessoas que interagem é uma questão ética das maiores. Assim, é preciso criar e executar dinâmicas que venham de encontro a essa proposta, principalmente porque há uma ansiedade entre professores, que, motivados pela ausencia de alternativas viáveis, desistem de seu papel e partem para outra função social. Ações bem simples auxiliam na tarefa do reconhecimento do valor.

Então, ser conivente com quem não está se adequando ao ambiente, deixando-o permanecer aí, sem observar, sem advertir é desrespeito para com todos que estão no ambiente...

Reconhecer que Respeitar é temer, sinônimo de zelar. Aliás, meninos e meninas sabem muito bem quando estão sendo respeitados ou não. Assim, podem relatar estas situações tanto em forma de desenhos quanto em formas de diálogo. Em se falando de atividades orais... é possível também trabalhar em forma de painel participativo, sem ser importuno ou "metido"... É um bom exercício de Respeito esperar a vez de falar...

E tem mais uma... a Reverência! Tenha cuidado para esta não ser apenas mais uma palavra da moda!

... bom trabalho!...

Considerações sobre Escola, ERE e Respeito - 2ª parte

O papel familiar é ensinar o Respeito. O papel da escola é tornar a vivência deste valor significativo. Isso inclui o ambiente escolar Respeitoso, assim como demais ambientes. Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental há norteadores específicos, voltados principalmente para a Socialização de cada brasileiro nesta fase de sua vida educacional.

É nesse sentido que proponho para as séries mais avançadas, com grupos de até 15 estudantes,  o Sóciodrama, experiência vivencial que teatraliza determinada cena. No Sociodrama cada participante interage com o próprio grupo, tendo um condutor principal, que dá o suporte fundamental. É possível seguir um texto padronizado, conhecido por todos, assim como é possível interagir com um problema levantado pelo próprio grupo. Ao final da vivência, cada integrante pode ser questionado ou questionar suas ações, atitudes e sentimentos, mesmo que sublimados.

Há espaços formadores para os orientadores do sóciodrama e recomenda-se que quem aplica esta técnica tenha participado de algumas vivências e experimentações da mesma. Há vasta bibliografia sobre o assunto, é só tirar o tempo para tal.

Considerações sobre Escola, ERE e Respeito

1ª parte...
Estivemos conversando entre profissionais sobre esta temática...

Necessitamos considerar alguns aspectos relacionados à Escola e à Proposta do Ensino Religioso Escolar.
1. O espaço escolar é diverso do espaço familiar. É preciso trabalhar arduamente para que toda a Comunidade Escolar se conscientize deste aspecto. Por consequencia, cada espaço tem seus papéis principais, específicos e insubstituíveis. Há grande crise sobre estes papéis e é interessante consultar as Referências atuais...

2. Professores trabalham com grupos, enquanto que outros profissionais liberais de áreas afins trabalham com indivíduos. Por conseguinte, há que se formar um conjunto de interesses afins para que os objetivos sejam realmente alcançados. Como dizia meu mestre na Pós... "o professor precisa apontar onde o grupo chegará..." Em outras palavras, o Educador pode e deve apontar para o horizonte, deve fazer sonhar, e deve interagir simbioticamente a fim de que ocorram condições mínimas de ensino e aprendizagem.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Respeito: valores, habilidades e sentimentos

Na "árvore geral do valores" há indicações de temas relacionados ao Respeito, independente de ordem:
HONESTIDADE
AUTONOMIA
LIBERDADE
IGUALDADE
JUSTIÇA
SIMPLICIDADE
SOBRIEDADE
ECOLOGIA

Há também uma listagem de habilidades a serem desenvolvidas, especialmente nas crianças de 6 a 12 anos de idade:
SENSIBILIDADE
CURIOSIDADE
COMPAIXÃO
GENEROSIDADE
AMIZADE

E, não por último, há uma pequena lista, mais curta, dos sentimentos que são alcançados com estes valores e habilidades:
P A Z
A M O R
A L E G R I A


Adaptação livre, com todos os direitos reservados para:
PUJOL i PONS, Esteve. GONZÁLEZ, Inés Luz. Valores para a convivência. São Paulo, A Girafa, 2006.

Artigo sujeito a direitos autorais da Referência acima.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A arte de ensinar o Respeito

"A casa
Vinícius de Morais

Era uma casa muito engraçada,
Não tinha teto, não tinha nada.
Ninguém podia entrar nela, não
Pois nesta casa não tinha chão

Ninguém podia dormir na rede
Pois esta casa não tinha parede
Ninguém podia fazer xixi
Pois um pinico não tinha ali.

Mas era feita com muito esmero
Na rua dos bobos número zero."

Muitas vezes, na escola ouvimos as acusações contra as famílias...
A quem cabe ensinar o Respeito? Não se trata de ensina-lo aqui ou ali, neste ou naquele período... Respeito é atitude, comportamento esperado em todos os tempos, em diferentes níveis, entre seres diversos. Ao nos compreendermos racionais temos a responsabilidade de assumir seus ônus. Este comportamento leva em conta de que os sujeitos convencem-se muito mais pelas atitudes do que pelos discursos.

Na escola, com grupos de alunos, podemos refletir o que podemos considerar falta de respeito, não apenas neste meio, mas em tantos outros espaços geográficos. Aponto aqui alguns que considero fatais e merecedores da listagem: Descortesia; Insolência; Grosseria; Intromissão. Cabe ao professor mediador considerar estes e outros...

Também podemos trabalhar as consequencias da falta de respeito: Injustiça; Silêncio; Desigualdade; falta de Compaixão. Muitas vezes, as abordagens que são feitas sobre o tema "Respeito" apontam unicamenta para os meios escolares, sem levar em conta o papel social da escola. A falta de Respeito favorece a inexistência da Cidadania.

E a casa? Meu querido leitor, minha querida leitora, professor, professora, você faz com "A Casa " uma provocação: os dados estatísticos sócio-escolares brasileiros escancaram a realidade.
O que há nesta casa do poeta que incomoda?
Como é sua casa? Como você a descreveria?

Aceitação de si mesmo/a e aceitação mútua é passo importante para desenvolver Respeito.
Reconhecer a importancia do outro e da outra é outro passo.
Reconhecer a dimensão de bem e mal, ouvir a Consciencia...
Respeito ao princípio da Igualdade.

Bom trabalho a você!




domingo, 11 de outubro de 2009

ERE - Ensino Religioso Escolar - em sua casa

A partir desta data muda o nome e o acesso deste blog.

Ensino Religioso Escolar quer ter eco, isto é, ser conhecido, anunciado, repetido. Ensino Religioso Escolar quer soar bem aos ouvidos mais atentos, soar em alto e bom tom. Soar necessariamente passa pela emissão de sons. Estes sons são os próprios leitores e leitoras que emitem. Portanto, o eco ocorre com as condições propícias para isso. Há que se emitir sons. Há que se ter condições de propagar os sons do modo original. Há que se repetir os sons originais tanto quanto for necessário.

O som para o eco parte de algum local. Este local é a casa.

No sentido inicial, oikós, palavra grega, significa literalmente "casa". Aprendi isso com o autor Haroldo Reimer, que escreve Hermenêutica Bíblica. A casa é o melhor espaço para expressar amabilidade, hospitalidade, solidariedade, respeito, compromisso com a ciência. Estes são os valores propostos na difusão dos conteúdos aqui apresentados.

São duas dimensões: o som invisível e a casa visível. O som é rápido, variável, apreciado ou não. Já uma casa tem diversas formas de organização e é uma extensão de quem a administra. Você leitor, leitora pode colaborar com a propagação de sons e em trazer as expressões dessa casa, planejada, construída, reconstruída em nossa terra brasileira. Participe, enviando seu material, sua observação.

domingo, 27 de setembro de 2009

Os conceitos norteadores do ERE

Já faz tempo que trabalho com o Ensino Religioso Escolar. Sempre há novidades. A religiosidade humana é mais contemplada na virada dos séculos.

Outro dia, num outro assunto, comentei com uma colega de que é preciso manter o foco, isto é, conjugar os verbos "priorizar" e "objetivar", sem jamais esquecer de que o sujeito da ação pode ser você mesmo, você mesma. De certo modo, quero sublinar e garantir de que as escolhas são subjetivas, pessoais e intransferíveis, mesmo conhecendo os impactos de escolhas coletivas, cujas vantagens e desvantagens temos o privilégio de assistir no campo político. Deste modo, esta publicação e (re-publicação conceitual) oportuniza práticas melhoradas na área do ERE, além da reflexão e conhecimento.

Sábias palavras: "... se correr o bicho pega... se ficar, o bicho come." Fique atento ou atenta! A publicação que originou a conceituação abaixo é um periódico, Jornal do Santuário de Aparecida, 20 a 26 de janeiro de 1996.

RELIGIOSIDADE

Dimensão constitutiva do ser humano, que faz buscar o sentido último da vida, que muitos reconhecem como Deus.

FÉ
Adesão pessoal a Deus, como Aquele que dá sentido à vida e ilumina seus valores.

RELIGIÃO
É a vivência comunitária da fé em Deus.

ENSINO RELIGIOSO
Educação da religiosidade dos alunos que, ao buscarem o sentido da vida, encontram as razões de existir e de estar no mundo, de relacionar-se consigo mesmos e com os outros, bem como propostas de vida que surgem da descoberta de Deus.

ENSINO RELIGIOSO INTERCONFESSIONAL
Entre grupos de diferentes confissões cristãs, ou “Igrejas”.

ENSINO RELIGIOSO INTER-RELIGIOSO
Entre grupos de religiões diferentes, ou entre pessoas sem religião.

ENSINO RELIGIOSO CONFESSIONAL
Entre grupos da mesma confissão religiosa.

CATEQUESE
É a educação da fé religiosa numa determinada comunidade eclesial.


Quem segue estes princípios, certamente será reconhecido como um bom profissional da área.