A relação entre fé e saúde é uma temática "quente". Todos querem dar sua opinião. Quando trabalhei com meus alunos esta temática, assistimos ao vídeo antigo "Fé demais não cheira bem", com o ator Steve Martin.
As opiniões de discentes divergem ao comentarem como as diversas religiões vivenciam a fé em tempos de doença.
A base para a orientação cristã poderá ser 1 Coríntios 6. 19-20, onde o texto sagrado aponta para a glorificação de Deus por meio de nosso corpo.
A partir disso poderemos concluir que:
a) precisamos exercitar diariamente o corpo.
b) a boa alimentação é importante, sendo que a merenda escolar em escolas públicas deverá atender prioritariamente as necessidades infanto-juvenis.
c) disciplina no quesito quantidade e cuidado com excessos.
Subtemas:
a) Análise atual da prática da medicina no Brasil e sua ética.
b) Existem milagres na atualidade?
c) A doação de órgãos e tecidos.
d) Eutanásia: práticas, perigos, legalidade e tomada de decisões.
e) A cura como restauração e dignidade da vida.
f) Moldagem: "vaso ruim não quebra" em paralelo à Jeremias 18.4
Bom trabalho a todos!
Educação e Ensino Religioso Escolar. Conversas com quem ensina ERE. Legislação. Ecumenismo. Inter-religiosidade. Teologias. Teologia Luterana. Atualidade.
domingo, 26 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Uso de Fábulas para ensinar a Igualdade
O gato vaidoso
Monteiro Lobato
Moravam na mesma casa dois bichanos, iguais no pelo mas desiguais na sorte. Um, amimado pela dona, dormia em almofadões. Outro, no borralho. Um passava a leite e comia no colo pela mão da senhora. O outro por feliz se dava com espinhas de peixe colhidas no lixo.
Certa vez cruzaram-se no telhado e o bichano de luxo arrepiou-se todo dizendo:
- Passa de largo, vagabundo! Não vês que és pobre e eu rico? Que és gato de cozinha e eu, de salão? Respeita-me, pois, e passa de largo...
- Alto lá, senhor orgulhoso! Lembra-te que somos irmãos, criados no mesmo ninho.
- Sou nobre! Sou mais que tu!
- Em quê? Não mias como eu?
- Mio.
- Não caças ratos como eu?
- Caço.
- Não comes ratos como eu?
- Como.
- Logo, não passas dum simples gato igual a mim. Abaixa, pois, a crista desse orgulho idiota e lembra-te que mais nobreza do que eu não tens. - O que tens é apenas um bocado mais de sorte...
Quantos homens não transformam em nobreza o que não passa de um bocado mais de sorte na vida.
IN: LOBATO, MONTEIRO. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1971, p. 112.
Algumas considerações:
1. Estamos no período em que a lei é: uma pessoa maior de 16 anos é igual a um voto, no âmbito civil. Assim, um conceito de cidadania que encontramos é cultuar existencias políticas individuais, autônomas e separadas.
2. Os valores parceiros da Igualdade são: Liberdade e Justiça. Ao seu lado vem: Honestidade, Autonomia, Simplicidade, Sobriedade e Ecologia. O resultdado final é a produção de Paz, amor e alegria. A Igualdade constrói a Dignidade Humana, portanto, podemos relacionar a temática com Direitos Humanos na Atualidade.
3. As concepções de Igualdade perpassam a história humana. No tempo de Martinho Lutero, século XVI, afirma: “um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém”, mas que, ao mesmo tempo, “é servidor de todas as coisas e sujeito a todos”. Há que se buscar os conceitos sobre Igualdade nos textos sagrados.
Lembre-se: ao utilizar este texto cite a referência.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Boa estatística
Muito obrigada pela sua visita. Chegamos a 100 ítens publicados e a média de 29 visitas diárias. Oro para que o Santo Espírito de Deus continue nos inspirando para ultrapassar os limites da razão, produzir educação, reproduzir emoção, transpor fé!
domingo, 12 de junho de 2011
Pentecostes 2011
"A pomba é um símbolo muito antigo, pré-cristão, para a mensageira do amor de Deus (antigamente Deusa). Mais tarde tornou-se o símbolo da sabedoria (Sophia) e, depois, do Espírito Santo. A pomba aqui é azul que é a cor (litúrgica) do manto de Maria, a cor da água, geradora de vida, da mãe natureza. Sendo assim, o símbolo da pomba retoma em parte o seu significado original, significando o amor de Deus que nos é presenteado no batismo e sempre de novo, como em Pentecostes, se apodera de nosso espírito quando criamos algo novo e vencemos a inércia e o medo."
Fonte: http://www.ieclb.org.br/
Fonte: http://www.ieclb.org.br/
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Carta O Berro de Leonardo Boff sobre o Código Florestal
Transcrevo aqui, considerando a questão ecológica...
"Carta O Berro
"Lamento profundamente que a discussão do Código Florestal foi colocada preferentemente num contexto econômico, de produção de commodities e de mero crescimento econômico."
Companheiros e companheiras,
Por razões de saúde que me prendem em casa, não pude e estar ai com vocês. Que valha essa pequena mensgem.
Lamento profundamente que a discussão do Código Florestal foi colocada preferentemente num contexto econômico, de produção de commodities e de mero crescimento econômico.
Isso mostra a cegueira que tomou conta da maioria dos parlamentare e também de setores importantes do Governo. Não tomam em devida conta as mudanças ocorridas no sistema-Terra e no sistema-Vida que levaram ao aquecimento global.
Este é apenas um nome que encobre práticas de devastação de florestas no mundo inteiro e no Brasil, envenenamento dos solos, poluição crescente da admosfera, diminuição drástica da biodiversidade, aumento acelerado da desertificação e, o que é mais dramático, a escassez progresiva de água potável que atualmente já tem produzido 60 milhões de exilados.
Aquecimento global significa ainda a ocorrência cada vez mais frequente de eventos extremos, que estamos assistindo no mundo inteiro e mesmo em nosso pais, com enchentes devastadoras de um lado, estiagens prolongadas de outro e vendavais nunca havidos no Sul do Brasil que produzem grandes prejuizos em casas e plantações destruidas.
Só cegos e estupidificados pela ganância do lucro não vêem as conexões causais entre todos estes fenômenos.
A Terra está doente. A humanidade sofredora de 860 milhões passou, por causa da crise econômico-financeiro dos paises opulentos, onde grassam ladrões, salteadores de beira de estrada das economias populares, a um bilhão e cem milhões de pessoas.
Consequência: a questão não é salvar o sistema econômico-financeiro, não é produzir mais grãos, carnes e commodities em geral para exportar mais e aumentar o lucro.
A questão central é salvar a vida, garantir as condições fisico-químicas e ecológicas que garantem a vitalidade e integridade da Terra e permitir a continuidade de nossa civilização e do projeto planetário humano. A Terra pode viver sem nós e até melhor. Nós não podemos viver sem a Terra. Ela é nossa única Casa Comum e não temos outra. Ela é a Pacha Mama dos andinos, a grande mãe, testemunhada por todos os agricultores e a Gaia, da ciência moderna que a vê como um superorganismo vivo que se autoregula de tal forma que sempre se faz apto para produzir e reproduzir vida.
Então, é nossa obrigação manter a floresta em pé. É uma exigência da humanidade, porque ela pertence a todos, embora gerenciada por nós . O equilíbrio climático da Terra e a suficiência de água para a humanidade passa pela floresta amazônica. É ela que sequestra carbono, nos devolve em oxigênio, em flores, frutos e biomassa. Por isso temos que manter nossas matas ciliares para garantir a perpetuidade dos rios e a preservação da pegada hidrológica (o quanto de água temos a nossa disposição). É imperioso não envenenar os solos pois os agrotóxicos alcançam o nivel freático das águas, caem nos rios, penetram nos animais pelos alimentos quimicalizamos e acabam se depositando dentro de nossas células, nos entoxicando lentamente.
A luta é pea vida, pelo futuro da humanidade e pela preservação da Mãe Terra. Vamos sim produzir, mas respeitando o alcance e o limite de cada ecossistema, os ciclos da natureza e cuidando dos bens e serviços que Mãe Terra gratuita e permanentemente nos dá.
Que devolvemos à Terra como forma de gratidão e de compensação? Nada. Só agressão, exaustão de seus bens. Estamos conduzindo, todos juntos, uma guerra total contra a Terra. E não temos nenhuma chance de ganharmos essa guerra. Temo que a Mãe Terra se canse de nós e não nos queira mais hospedar aqui. Ela poderá nos elimiar como eliminamos uma célula cancerígena. Devemos devolver seus beneficios, com cuidado, respeito, veneração para que ela se sinta mãe amada e protegida e nos continue a querer como filhos e filhas queridos.
Mas não foi a devastação que fomos criados e estamos sobre esse ridente Planeta. Somos chamados a ser os cuidadores, os guardiães desta herança sagrada que o Universo e Deus nos entregaram. E vamos sim salvar a vida, proteger a Terra e garantir um futuro comum, bom para todos os humanos e para a toda a comunidade de vida, para as plantas, para os animais, para os demais seres da criação.
A vida é chamada para a vida e não para a doença e para morte. Não permitiremos que um Codigo Florestal mal intencionado ponha em risco nosso futuro e o futuro de nossos filhos, filhas e netos. Queremos que eles nos abençoem por aquilo que tivermos feito de bom para a vida e para a Mãe Terra e não tenham motivos para nos amaldiçoar por aquilo que deixamos de fazer e podíamos ter feito e não fizemos.
O momento é de resistência, de denúncia e de exigências de transformações nesse Código que modificado honrará a vida e alegrará a grande, boa e generosa Mãe Terra.
Leonardo Boff
Companheiro de lutas e de esperança
Petropolis, RJ, 7 de maio de 2011."
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