quinta-feira, 16 de junho de 2011

Uso de Fábulas para ensinar a Igualdade

O gato vaidoso

Monteiro Lobato

          Moravam na mesma casa dois bichanos, iguais no pelo mas desiguais na sorte. Um, amimado pela dona, dormia em almofadões. Outro, no borralho. Um passava a leite e comia no colo pela mão da senhora. O outro por feliz se dava com espinhas de peixe colhidas no lixo.
          Certa vez cruzaram-se no telhado e o bichano de luxo arrepiou-se todo dizendo:
          - Passa de largo, vagabundo! Não vês que és pobre e eu rico? Que és gato de cozinha e eu, de salão? Respeita-me, pois, e passa de largo...
          - Alto lá, senhor orgulhoso! Lembra-te que somos irmãos, criados no mesmo ninho.
          - Sou nobre! Sou mais que tu!
          - Em quê? Não mias como eu?
          - Mio.
          - Não caças ratos como eu?
          - Caço.
          - Não comes ratos como eu?
          - Como.
          - Logo, não passas dum simples gato igual a mim. Abaixa, pois, a crista desse orgulho idiota e lembra-te que mais nobreza do que eu não tens. - O que tens é apenas um bocado mais de sorte...
           Quantos homens não transformam em nobreza o que não passa de um bocado mais de sorte na vida.


IN: LOBATO, MONTEIRO. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1971, p. 112.

Algumas considerações:
1. Estamos no período em que a lei é: uma pessoa maior de 16 anos é igual a um voto, no âmbito civil. Assim, um conceito de cidadania que encontramos é cultuar existencias políticas individuais, autônomas e separadas.
2. Os valores parceiros da Igualdade são: Liberdade e Justiça. Ao seu lado vem: Honestidade, Autonomia, Simplicidade, Sobriedade e Ecologia. O resultdado final é a produção de Paz, amor e alegria. A Igualdade constrói a Dignidade Humana, portanto, podemos relacionar a temática com Direitos Humanos na Atualidade.
3. As concepções de Igualdade perpassam a história humana. No tempo de Martinho Lutero, século XVI, afirma: “um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém”, mas que, ao mesmo tempo, “é servidor de todas as coisas e sujeito a todos”. Há que se buscar os conceitos sobre Igualdade nos textos sagrados.


Lembre-se: ao utilizar este texto cite a referência.



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Boa estatística

Muito obrigada pela sua visita. Chegamos a 100 ítens publicados e a média de 29 visitas diárias. Oro para que o Santo Espírito de Deus continue nos inspirando para ultrapassar os limites da razão, produzir educação, reproduzir emoção, transpor fé!

domingo, 12 de junho de 2011

Pentecostes 2011

"A pomba é um símbolo muito antigo, pré-cristão, para a mensageira do amor de Deus (antigamente Deusa). Mais tarde tornou-se o símbolo da sabedoria (Sophia) e, depois, do Espírito Santo. A pomba aqui é azul que é a cor (litúrgica) do manto de Maria, a cor da água, geradora de vida, da mãe natureza. Sendo assim, o símbolo da pomba retoma em parte o seu significado original, significando o amor de Deus que nos é presenteado no batismo e sempre de novo, como em Pentecostes, se apodera de nosso espírito quando criamos algo novo e vencemos a inércia e o medo."

Fonte: http://www.ieclb.org.br/

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Carta O Berro de Leonardo Boff sobre o Código Florestal

Transcrevo aqui, considerando a questão ecológica...

"Carta O Berro


 "Lamento profundamente que a discussão do Código Florestal foi colocada preferentemente num contexto econômico, de produção de commodities e de mero crescimento econômico."

Companheiros e companheiras,

Por razões de saúde que me prendem em casa, não pude e estar ai com vocês. Que valha essa pequena mensgem.

Lamento profundamente que a discussão do Código Florestal foi colocada preferentemente num contexto econômico, de produção de commodities e de mero crescimento econômico.

Isso mostra a cegueira que tomou conta  da maioria dos parlamentare e também de setores importantes do Governo. Não tomam em devida conta as mudanças ocorridas no sistema-Terra e no sistema-Vida que levaram ao aquecimento global.

Este é apenas um nome que encobre práticas de devastação de florestas no mundo inteiro e no Brasil, envenenamento dos solos, poluição crescente da admosfera, diminuição drástica da biodiversidade, aumento acelerado da desertificação e, o que é mais dramático, a escassez progresiva de água potável que  atualmente já tem produzido 60 milhões de exilados.

 Aquecimento global significa ainda a ocorrência cada vez mais frequente de eventos extremos, que estamos assistindo no mundo inteiro e mesmo em nosso pais, com enchentes devastadoras de um lado, estiagens prolongadas de outro e vendavais nunca havidos no Sul do Brasil  que produzem grandes prejuizos em casas e plantações destruidas.

Só cegos e estupidificados pela ganância do lucro não vêem as conexões causais entre todos estes fenômenos.

A Terra está doente. A  humanidade sofredora de 860 milhões passou, por causa da crise econômico-financeiro dos paises opulentos, onde grassam ladrões, salteadores de beira de estrada das economias populares, a um bilhão e cem milhões de pessoas.

Consequência: a questão não é salvar o sistema econômico-financeiro, não é produzir mais grãos, carnes e commodities em geral para exportar mais e aumentar o lucro.

A questão central é salvar a vida, garantir as condições fisico-químicas e ecológicas que garantem a vitalidade e integridade da Terra e permitir a continuidade de nossa civilização e do projeto planetário humano.  A Terra pode viver sem nós e até melhor. Nós não podemos viver sem a Terra. Ela é  nossa única Casa Comum e não temos outra. Ela é a Pacha Mama dos andinos, a grande mãe, testemunhada por todos os agricultores e a  Gaia, da ciência moderna que a vê  como um superorganismo vivo que se autoregula de tal forma que sempre se faz apto para produzir e reproduzir vida.

Então, é nossa obrigação manter a floresta em pé. É uma exigência da humanidade, porque ela pertence a todos, embora gerenciada por nós . O equilíbrio climático da Terra e a suficiência de água para a humanidade passa pela floresta amazônica. É ela que sequestra carbono, nos devolve em oxigênio, em flores, frutos e biomassa. Por isso temos que manter nossas matas ciliares para garantir a perpetuidade dos rios e a preservação da pegada hidrológica (o quanto de água temos a nossa disposição). É imperioso não envenenar os solos pois os agrotóxicos alcançam o nivel freático das águas, caem nos rios,  penetram nos animais pelos alimentos quimicalizamos e acabam se depositando dentro de nossas células, nos entoxicando lentamente.

A luta é pea vida, pelo futuro da humanidade e pela preservação da Mãe Terra.  Vamos sim produzir, mas respeitando o alcance e o limite de cada ecossistema, os ciclos da natureza e cuidando dos bens e serviços que  Mãe Terra gratuita e permanentemente nos dá.

Que devolvemos à Terra como forma de gratidão e de compensação? Nada. Só agressão, exaustão de seus bens. Estamos conduzindo, todos juntos, uma guerra total contra a Terra. E não temos nenhuma chance de ganharmos essa guerra. Temo que a Mãe Terra se canse de nós e não nos queira mais hospedar aqui. Ela poderá nos elimiar como eliminamos uma célula cancerígena. Devemos devolver seus beneficios, com cuidado, respeito, veneração para que ela se sinta mãe amada e protegida e nos continue a querer como filhos e filhas queridos.

Mas não foi a devastação que fomos criados e estamos sobre esse ridente Planeta. Somos chamados a ser os cuidadores, os guardiães desta herança sagrada que o Universo e Deus nos entregaram. E vamos sim  salvar a vida, proteger a Terra e garantir um futuro comum, bom para todos os humanos e para a toda a comunidade de vida, para as plantas, para os animais, para os demais seres da criação.

A vida é chamada para a vida e não para a doença e para morte. Não permitiremos que um Codigo Florestal mal intencionado ponha em risco nosso futuro e o futuro de nossos filhos, filhas e netos. Queremos que eles nos abençoem por aquilo que tivermos feito de bom para a vida e para a Mãe Terra e não tenham motivos para nos amaldiçoar por aquilo que deixamos de fazer e podíamos ter feito e não fizemos.

O momento é de resistência, de denúncia e de exigências de transformações  nesse Código que  modificado honrará  a vida e alegrará a grande, boa e generosa Mãe Terra.

                                               Leonardo Boff

                               Companheiro de lutas e de esperança

Petropolis, RJ, 7 de maio de 2011."

sábado, 7 de maio de 2011

Mulher e mãe

Tempos de consumismo e correrias...
Perguntei aos meus alunos o que suas mães gostam de fazer, quando estão em casa... Vários não sabiam o que responder. Nem continuei com minha listinha! Havia mais algumas questões que auxiliariam a fazer um belo cartão de homenagem à mãe.
É lógico que não desisti de fazer a atividade do cartão. O enfoque ficou na Vida, no Céu, naquilo que é o melhor do Mundo... Beijos, abraços, termos ternos não faltaram. E ficou muito bem assim!

Fiquei pensando o quanto é difícil resistir aos esteriótipos colocados...

Abraços a todas as mães, àquelas que não esquecem que também são mulheres!