Um dos temas que desafiam educadores Brasil afora é "como" abordar a "Violência". Existe um grupo de estudiosos e profissionais de múltiplas áreas que se posicionam firmemente em tratar da "Não-violência". Essa corrente aborda a temática no sentido de evitar a Violência, sem negá-la. Encontrei um texto que pode ser associado à reflexão, especialmente ao tratarmos com o Nível Médio, e que dá o título deste artigo, assinado por Rosemary Lynch e Alain Richard, religiosos da ICAR.
"A não-violência ativa nos chama para:
1 - Aprender a reconhecer e respeitar "o sagrado" ("aquele algo de Deus", como dizem os quacres) em todas as pessoas - inclusive em nós - e em todas as partes da criação. Os atos da pessoa não-violenta ajudam a liberar da obscuridade ou do cativeiro esse divino no oponente.
2 - Aceitar-se a si próprio profundamente. Aceitar "quem sou eu" com todas as minhas dádivas e riquezas, com todas as minhas limitações e erros, falhas e fraquezas e dar-me conta de que sou aceito por Deus. Viver em nossa verdade, sem orgulho desmedido, com menos ilusões e falsas expectativas.
3 - Reconhecer que aquilo que me ofende numa outra pessoa, e talvez até deteste, provém da minha dificuldade em admitir que essa mesma realidade está em mim também. Reconhecer e renunciar a minha própria violência, o que se torna evidente quando começo a monitorar minhas palavras, gestos, reações.
4 - Renunciar ao dualismo, à mentalidade "nós-eles" (maniqueísmo). É isto que nos divide em "pessoas boas/pessoas más" e nos permite demonizar o adversário. É a raiz do comportamento autoritário e exclusivista. Gera o racismo e torna possível os conflitos e as guerras.
5 - Encarar o medo e lidar com ele, não tanto na base da coragem, mas do amor.
6 - Compreender e aceitar que a Nova Criação, a construção de uma Comunidade Amada, sempre é levada adiante com a ajuda de outros. Nunca se constitui num "ato solo". Isto requer paciência e a capacidade de perdoar.
7 - Enxergar-nos como parte do todo da criação, em relação à qual nutrimos uma relação de amor, não de supremacia, lembrando-nos de que a destruição do nosso planeta é um problema profundamente espiritual, não apenas um problema científico ou tecnológico. Somos todos um.
8 - Estar dispostos a sofrer, talvez até com alegria, se acreditamos que isto venha liberar o divino nos outros. Isto inclui que aceitemos nosso lugar e momento na história com seus traumas e ambiguidades.
9 - Ser capazes de celebrar, de alegrar-nos, quando a presença de Deus foi aceita, e quando não foi, ajudar a descobrir e reconhecer esse fato.
10 - Ir mais devagar, ser pacientes, plantando as sementes do amor e do perdão em nossos próprios corações e nos corações daqueles que estão ao nosso redor. Devagar, cresceremos no amor, na compaixão e na capacidade de perdoar.
IN: BUTIGAN, Ken. BRUNO, Patrícia (OP). Da Violência à Integridade. Um programa sobre a espiritualidade e a prática da não-violência ativa. Sinodal, São Leopoldo, 2003.
Educação e Ensino Religioso Escolar. Conversas com quem ensina ERE. Legislação. Ecumenismo. Inter-religiosidade. Teologias. Teologia Luterana. Atualidade.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Crendices no mês do folclore
Fiz um levantamento sobre as crendices existentes no meio em que atuo. Não se surpreenda! Faça você também...
Associada à temática vem a discussão sobre o que é fé. Segundo Paul Tillich, "Fé é o estado em que se é possuído por algo que nos toca incondicionalmente."
Todas as religiões buscam o bem estar e propõem integridade, liberdade e solidariedade.
Em minha opinião, escola pode contribuir para que em seu meio também a integridade da pessoa humana seja respeitada. Estamos acompanhando uma série de fatos notáveis e caracterizados por extrema violência no ambiente escolar, seja entre discentes, seja contra docentes, direções e funcionários. Isso posto, ao mesmo tempo é dever do Estado garantir que a integridade humana seja respeitada. Portanto, a escola deveria estar apta a resolver as questões que envolvem sua comunidade imediata e mais: deveria estar apta a ensinar o exemplo a ser seguido.
Quanto à liberdade, discutíamos o tema logo após o evento Páscoa. E, certamente, é um tema voltado para a vida cotidiana, circular, envolvendo todos os meios sociais. Na leitura crítica é difícil pensar liberdade quando estamos "in" sociedade seletiva. A falta de liberdade apresenta-se como falta de opção. Por isso, mais uma vez, a escola tem o papel de oportunizar escolhas, desde escolhas primárias até as mais apuradas, como por exemplo, a expressão de opiniões sobre as crendices, ditos e provérbios da religiosidade popular.
Sobre a solidariedade no âmbito escolar há que se trabalhar os valores como união, respeito e empatia.
Agora, é com você...
Associada à temática vem a discussão sobre o que é fé. Segundo Paul Tillich, "Fé é o estado em que se é possuído por algo que nos toca incondicionalmente."
Todas as religiões buscam o bem estar e propõem integridade, liberdade e solidariedade.
Em minha opinião, escola pode contribuir para que em seu meio também a integridade da pessoa humana seja respeitada. Estamos acompanhando uma série de fatos notáveis e caracterizados por extrema violência no ambiente escolar, seja entre discentes, seja contra docentes, direções e funcionários. Isso posto, ao mesmo tempo é dever do Estado garantir que a integridade humana seja respeitada. Portanto, a escola deveria estar apta a resolver as questões que envolvem sua comunidade imediata e mais: deveria estar apta a ensinar o exemplo a ser seguido.
Quanto à liberdade, discutíamos o tema logo após o evento Páscoa. E, certamente, é um tema voltado para a vida cotidiana, circular, envolvendo todos os meios sociais. Na leitura crítica é difícil pensar liberdade quando estamos "in" sociedade seletiva. A falta de liberdade apresenta-se como falta de opção. Por isso, mais uma vez, a escola tem o papel de oportunizar escolhas, desde escolhas primárias até as mais apuradas, como por exemplo, a expressão de opiniões sobre as crendices, ditos e provérbios da religiosidade popular.
Sobre a solidariedade no âmbito escolar há que se trabalhar os valores como união, respeito e empatia.
Agora, é com você...
domingo, 15 de agosto de 2010
Agosto, mês folclórico
Não bastassem as crenças em torno do famoso dia 13, às 6ªs feiras, "dia de azar", há crendices em torno do mês de agosto.
* Mês do cachorro louco, dito "loco".
* Mês de azar - não se casa, porque haverá desgraça.
A proposta neste tópico é propor entrevistas em duplas às pessoas mais idosas da comunidade local, perguntando-lhes se conheceram pessoas que acreditavam nos ítens acima e se conhecem outros.
Listar e registrar em detalhes.
Organizar o levantamento e arquivá-lo junto à biblioteca escolar para fins de pesquisas comparativas.
* Mês do cachorro louco, dito "loco".
* Mês de azar - não se casa, porque haverá desgraça.
A proposta neste tópico é propor entrevistas em duplas às pessoas mais idosas da comunidade local, perguntando-lhes se conheceram pessoas que acreditavam nos ítens acima e se conhecem outros.
Listar e registrar em detalhes.
Organizar o levantamento e arquivá-lo junto à biblioteca escolar para fins de pesquisas comparativas.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Juventudes, pelo quê bate o nosso coração?
Prezado leitor, prezada leitora, mesmo que este texto é setorial, compartilho com vocês o texto, que pode ser útil na preparação do material didático destinado aos adolescentes, significativamente aos de Nível Médio. Ler e utilizá-lo é com você... Abraços virtuais!
"Maripá/PR, 22 de julho de 2010.
Aos Membros, Comunidades, Paróquias e Sínodos da IECLB
Nós, 800 jovens, lideranças, ministros e ministras, representantes dos dezoito sínodos da IECLB, estivemos reunidos no 20º CONGRENAJE e 6º Fest’Art, envolvidos com o tema “Juventudes, pelo que bate o nosso coração?”, na cidade de Maripá/PR, entre os dias 18 e 22 de julho de 2010.
Durante esses dias, refletimos sob o lema “Porque as pessoas veem as aparências, mas eu vejo o coração” (1 Samuel 16.7b), buscando compreender o que nos trouxe até aqui, querendo ser testemunhas da Missão de Deus em nossas comunidades.
Percebendo as diversas necessidades humanas, esse congresso teve como marca um olhar sensível para a inclusão. Buscando mover mais os corações dos jovens nesse sentido, tivemos pela primeira vez, a tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais e a distribuição da primeira edição da revista “CONGRENAJE em Revista’ no formato impresso e no formato acessível - em braille e em áudio (CD).
Um dos primeiros momentos em que sentimos bater o nosso coração foi a exposição das vivências através das tendas, onde cada sínodo compartilhou sua realidade. Essas tendas refletiram a rica diversidade de culturas e experiências de atividades protagonizadas pelos jovens da IECLB.
Com o intuito de fortalecer o trabalho da Juventude Evangélica da IECLB, os/as delegados(as), representantes de todos os sínodos, reformularam e votaram a proposta de alteração das diretrizes da JE que serão encaminhadas ao Conselho da Igreja para revisão e homologação.
Simultaneamente ao congresso, ocorreu a “sensibilização para a inclusão’ com palestras sobre tecnologia assistiva e relatos de vivência com e da pessoa com deficiência.
As oficinas do Fest’Art, possibilitaram a vivência de múltiplos dons e conhecimentos. Assim, fomos desafiados a responder de diferentes maneiras a pergunta central desse congresso: “pelo que bate o nosso coração”?
A apresentação das oficinas, as meditações e palestras temáticas do CONGRENAJE, na sua dinamicidade, demonstraram as possibilidades e o desejo dos jovens por mudanças no relacionamento próprio, assim como de estrutura de sociedade, ensaiando caminhos para a paz, justiça e fraternidade diante do mundo globalizado. Isso foi externado como manifestação pública através do Grito da Juventude, quando os congressistas saíram às ruas de Maripá clamando a Deus por essas transformações.
Reconhecendo a fragilidade humana, percebemos em diversas situações, que embora conscientes, ainda precisamos avançar, tornando-nos agentes ativos no processo de preservação da vida. Sentimos a necessidade de observar e corrigir nossas próprias atitudes no cotidiano, para que experimentemos o encanto e a perfeição da obra de Deus.
Juventudes, pelo que bate o nosso coração?
Irmanados no abraço de Deus,
Jovens do 20º CONGRENAJE e 6º Fest’Art"
Fonte: www.luteranos.com.br/notícias.
Publicado em 27 de julho de 2010.
"Maripá/PR, 22 de julho de 2010.
Aos Membros, Comunidades, Paróquias e Sínodos da IECLB
Nós, 800 jovens, lideranças, ministros e ministras, representantes dos dezoito sínodos da IECLB, estivemos reunidos no 20º CONGRENAJE e 6º Fest’Art, envolvidos com o tema “Juventudes, pelo que bate o nosso coração?”, na cidade de Maripá/PR, entre os dias 18 e 22 de julho de 2010.
Durante esses dias, refletimos sob o lema “Porque as pessoas veem as aparências, mas eu vejo o coração” (1 Samuel 16.7b), buscando compreender o que nos trouxe até aqui, querendo ser testemunhas da Missão de Deus em nossas comunidades.
Percebendo as diversas necessidades humanas, esse congresso teve como marca um olhar sensível para a inclusão. Buscando mover mais os corações dos jovens nesse sentido, tivemos pela primeira vez, a tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais e a distribuição da primeira edição da revista “CONGRENAJE em Revista’ no formato impresso e no formato acessível - em braille e em áudio (CD).
Um dos primeiros momentos em que sentimos bater o nosso coração foi a exposição das vivências através das tendas, onde cada sínodo compartilhou sua realidade. Essas tendas refletiram a rica diversidade de culturas e experiências de atividades protagonizadas pelos jovens da IECLB.
Com o intuito de fortalecer o trabalho da Juventude Evangélica da IECLB, os/as delegados(as), representantes de todos os sínodos, reformularam e votaram a proposta de alteração das diretrizes da JE que serão encaminhadas ao Conselho da Igreja para revisão e homologação.
Simultaneamente ao congresso, ocorreu a “sensibilização para a inclusão’ com palestras sobre tecnologia assistiva e relatos de vivência com e da pessoa com deficiência.
As oficinas do Fest’Art, possibilitaram a vivência de múltiplos dons e conhecimentos. Assim, fomos desafiados a responder de diferentes maneiras a pergunta central desse congresso: “pelo que bate o nosso coração”?
A apresentação das oficinas, as meditações e palestras temáticas do CONGRENAJE, na sua dinamicidade, demonstraram as possibilidades e o desejo dos jovens por mudanças no relacionamento próprio, assim como de estrutura de sociedade, ensaiando caminhos para a paz, justiça e fraternidade diante do mundo globalizado. Isso foi externado como manifestação pública através do Grito da Juventude, quando os congressistas saíram às ruas de Maripá clamando a Deus por essas transformações.
Reconhecendo a fragilidade humana, percebemos em diversas situações, que embora conscientes, ainda precisamos avançar, tornando-nos agentes ativos no processo de preservação da vida. Sentimos a necessidade de observar e corrigir nossas próprias atitudes no cotidiano, para que experimentemos o encanto e a perfeição da obra de Deus.
Juventudes, pelo que bate o nosso coração?
Irmanados no abraço de Deus,
Jovens do 20º CONGRENAJE e 6º Fest’Art"
Fonte: www.luteranos.com.br/notícias.
Publicado em 27 de julho de 2010.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
A criação
Você conhece The Animator, vencedor do anima-mundi2008, na Alemanha, disponível no YouTube?
Ao trabalhar "Textos Sagrados", A criação, pode-se apresentar o vídeo para estabelecer pontos comparativos.
É só conferir!
Ao trabalhar "Textos Sagrados", A criação, pode-se apresentar o vídeo para estabelecer pontos comparativos.
É só conferir!
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