quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Feliz Natal 2013

sábado, 3 de agosto de 2013

Pós-modernidade, virtudes e educação

Pensei muito antes de escrever estas linhas. Quero chamar atenção de meus leitores, principalmente educadores, professores, profissionais respeitáveis e em formação, e demais internautas sobre questões que envolvem o Dia dos Pais, tão comemorado pela mídia. Assim, fiquei dias a pensar sobre o título adequado. Na falta de uma palavra melhor para determinar a tipologia do ciclo contemporâneo, já a caminho da segunda década do século XXI, utilizo o termo pós-modernidade. Queria muito usar o termo "valores", porém, recentemente fui confrontada com a concretude do regionalismo, em que "valores" são unicamente monetários. Assim, o termo "virtudes" substitui "valores", sob a perspectiva da formação contínua do ser humano.

Veja a preciosidade deste texto, de autor desconhecido e sem data:
"O pai entra no quarto do filho e vê um bilhete em cima da cama. Ele vai até lá, já temendo o pior, e começa ler o seguinte:

'Caro Papai, É com grande pesar que lhe informo que eu estou fugindo com meu novo namorado, Juan.
Estou apaixonado por ele. Ele é muito gato, com todos aqueles “piercings", tatuagens e aquela super moto que eu adoro.
Mas não é só por isso. Descobri que não gosto de mulheres e como sei que o senhor não vai consentir, vamos fugir e seremos muito felizes num “trailer".
Ele quer adotar filhos comigo, e foi tudo que eu sempre quis para mim.
Aprendi com ele que maconha é ótima, é uma coisa natural que não faz mal pra ninguém. E ele garante que no nosso pequeno lar não vai faltar marijuana.
Juan acha que eu, nossos filhos adotivos e os seus colegas “gays" vamos viver em perfeita harmonia.
Não se preocupe papai, porque eu já sei me cuidar. Apesar dos meus 15 anos, já tive várias experiências com outros caras e eu tenho certeza que Juan é o
homem da minha vida.
Um dia eu volto, para que o senhor e a mamãe conheçam os nossos filhos.
Um grande abraço e até algum dia.
Com amor
Seu filho"

O pai, quase desmaiando, continua lendo...

PS: Pai, não se assuste. É tudo mentira e estou na casa da Mariana, nossa vizinha. Só queria mostrar pro senhor que existem coisas muito piores que as notas vermelhas do meu boletim, que está na primeira gaveta.
Abraços,
Seu filhão. Burro, mas macho.'   "

Material, no mínimo, interessante. Bom para provocar reflexões... sobre o conhecimento que pai tem de filho. Pai que conhece filho não "quase" desmaiaria. Além disso, a dignidade filial em utilizar os argumentos bastante preconceituosos revelam o quanto o filho se espelha no pai. Bom para provocar boas reflexões, o texto traz a questão do abandono escolar, tão frequente nas mais diversas classes sociais e os motivos que geram esta atitude por parte de adolescentes das mais diversas idades. O texto acima, de autor desconhecido é bom para se refletir sobre a educação sexual familiar e as atitudes de preconceito que dali decorrem. O texto é bom para uma reflexão muito pragmática sobre verdade, mentira, limites e argumentos que povoam o universo da adolescência.

A nossa crise de valores, note bem, pessoas adultas, resolvidas, que ainda assim cometem e admitem contradições, a nossa crise de valores - virtudes não pode perturbar a formação integral das novas gerações. Esta formação, seja no ambiente familiar, seja no ambiente escolar deve estar voltada à dignidade e ao respeito humanos. Amor paternal é incondicional. E o amor filiar vai se desenvolvendo nesse processo de descobertas por crescimento e desenvolvimento. Existem coisas muito piores do que notas vermelhas do boletim, abandono de escola e de lar por amor adolescente. A guerra é a maior delas. A um passo estamos dela, sim da guerra, ao nos posicionarmos intransigentes, insensíveis, desiludidos e desesperados, incapazes de compreender a natureza humana, criada à imagem e semelhança de Deus.



Ao utilizar parte ou todo deste artigo, queira gentilmente e honestamente citar a fonte.



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Fábula para ensinar a solidariedade

Meus alunos sempre tiveram a noção de linearidade na metodologia pedagógica aplicada. No entanto, no contexto neo-liberal brasileiro, com as novas relações estabelecidas nos diversos aspectos, o emprego da linguagem do contraditório é necessária, especialmente para Nível Médio. Assim, uma das aplicações no decorrer das lições trabalhadas foi a seguinte fábula, com matizes às avessas...

          "Uma senhora viva numa pequena chácara e tinha alguns animais: uma vaca, um porco, uma galinha. E lá também guardava milho na tulha. E havia um rato que morava lá. Esse rato vivia sossegado até o dia em que a senhora resolveu colocar uma ratoeira dentro da tulha. O rato saiu desesperado. Correu até a vaca e disse:
          - Vaca, nós estamos com um problema sério: a senhora colocou uma ratoeira na tulha onde me alimento.
          A vaca deu risada:
          - Como? Nós? Você já viu ratoeira pegar vaca? Eu não tenho nada a ver com isso... Isso é problema seu...
          E a vaca foi-se. Então, o rato, ainda desesperado, correu até o porco:
          - Porco, você é meu amigo! Nós estamos com uma encrenca danada! A senhora colocou uma ratoeira na tulha onde guarda o milho!
          - O que é isso? Eu estou muito longe da tulha... E, além disso, sou bem grande. Essa ratoeira aí não vai me pegar, não... Ratoeira não pega porco. Olhe o seu tamanho, olhe para você: o problema é seu, meu caro.
          O rato não acreditou no que estava escutando... Então, sem apoio, percebendo o perigo da ratoeira ali na tulha de milho, desesperou-se mais e mais. Lembrou-se então da galinha. Correndo, foi falar com ela:
          - Galinha, nós estamos com um problema muito sério!
          - Pelo amor de Deus, rato! Eu já estou cheia de problemas por aqui e você ainda traz mais um para me torturar! O máximo que eu posso fazer é orar por você!
          - Mas tem uma ratoeira lá!
          - Mas isso não é comigo. Isso é contigo!
          O rato nem sabia o que dizer! Foi embora cabisbaixo, até soluçar, soluçou.
          À noite todos a dormir, ouviram sem excessão, um ruído: "Splaft". Imediatamente, todos compreenderam que foi a ratoeira que desarmou. Todos correram para olhar o que acontecera, inclusive o rato, que àquelas alturas encontrara um outro lugar para descansar.
          A senhora da chácara levantou-se e foi verificar o que havia acontecido. Encontrou uma grande cascavel com a ratoeira presa à cabeça. A cascavel se debatia e conseguiu picar a mulher.
          A senhora da chácara foi levada ao hospital à morte pelo vizinho. Ficou vinte dias hospitalizada.
          Depois, recebeu alta com a recomendação de refazer-se da fraqueza que lhe acometia.
          Qual a melhor comida para reforçar a saúde? Canja. Lá se foi a galinha!
          Um mês passou-se. Durante esse tempo recebeu a ajuda de vários parentes para limpar o pasto, plantar as sementes anuais, tratar os animais. Resolveu então oferecer um almoço de gratidão a todos e definiu que o cardápio seria feijão tropeiro. Lá se foi o porco!
          Passaram-se mais alguns dias, a senhora foi à cidade. Constatou que o tratamento que incluia despesas médicas, despesas hospitalares e tudo da internação custou caro. O único jeito da senhora da chácara pagar suas dívidas foi vender a vaca a um açougue."

Desafie aos seus educandos a perceberem as entrelinhas da fábula acima.

Este texto poderia ter outra serventia. Além disso, poderia ter outro título. Fiquei a pensar quantas coisas já li sobre ratos, queijos, milhos, senhoras... Fiz uma pausa para buscar alguns contatos perdidos com gente querida de escolas por onde passei. Interdependência. Esse poderia ser um outro título desse texto... Um dia, numa das escolas por onde passei, alguém alcançou-me a história das estrelas e dos cometas. Qualquer dia escrevo esta a vocês...





terça-feira, 14 de maio de 2013

Atlas digital

Vale a pena conferir...
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE está lançando um ATLAS DIGITAL.
Ele apresenta fotos identificadoras de paisagens e poderá auxiliar no estudo da "Geografia da Religião".
É possível criar atividades interativas e de aquisição de novos conhecimento.
Acesse:

http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php