segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Vida e Morte

A época oportuna de se fazer uma verificação estatística sobre as opiniões cristãs ou não em relação ao céu é novembro! O segundo dia do mês de novembro propicia a discussão. Veja só: uma de minhas alunas relatou que outro profissional de educação falou em "Dia dos Mortos". Aproveitei para fazer um belíssimo levantamento na turma sobre diversos aspectos:
a) Quantos mortos você ou sua família visitou/visitaram no dia de Finados?
b) O que você viu no cemitério? Quais foram as homenagens que você percebeu sendo feitas?
c) Quais palavras ou frases chamaram sua atenção durante sua estada no cemitério?

Em grupos, os alunos conversam sobre as questões acima. Numa segunda etapa registram o que consideram importante e apresentam aos colegas e ao professor.

Discentes podem fazer perguntas ou contar histórias... É comum exemplificar casos. É importante dar o espaço para a expressão, mesmo que não seja a opinião da maioria do grupo. É preciso considerar também que cabe à família a orientação religiosa da criança e do adolescente. Mesmo assim, alguns temas são "proibidos" na família, por desconhecimento, insegurança, falta de coragem. Qual é o espaço em que a criança pode fazer perguntas sobre a questão "vida e morte"?

Neste sentido defendo que o professor deverá identificar qual linha de raciocínio adota em sua própria vida. Ao responder qual é sua própria opinião em relação à morte, o professor estará dando intervenções importantes na constituição do pensamento crítico do discente. Espera-se respeitar as diferenças! Como respeitá-las se não são elucidadas?

Num segundo momento, é preciso procurar o que dizem os escritos sagrados de cada grupo religioso no que se refere à morte. No Brasil a estatística diz que a maioria da população pertence ao cristianismo, mesmo em suas várias formas. Cabe, portanto, a afirmação da Morte e o aguardo pela Ressurreição, baseada nos escritos Bíblicos.

Cabe ao professor trazer algumas afirmações:
"Aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disso, o juízo." Conforme Hebreus 9. 27.
"Se Deus é por nós, quem será contra nós? Estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem qualquer criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." Conforme Romanos 8. 31-39
Jesus disse: "No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." João 16. 33


Parabéns

Parabéns! Bicho protegido, criança, professora. É tudo isso no mês de outubro. Dou-me conta da contagem regressiva deste ano... E ainda há Reforma Luterana, Dia de Finados, Proclamação de República, Dia da Bandeira, Dia de Ação de Graças, e logo, sim, logo iniciam as celebrações de Advento.

Você vai considerar que a publicação está equivocada... Já deixei em outro ano meu protesto veemente contra o destaque a certos grupos em determinadas datas, em detrimento ou esquecimento de outros... Retorno com vigor: ao parabenizar as crianças só no dia 12 de outubro e no resto do ano estar a criticar... é melhor que nem se gaste a energia a pronunciar as letras formadoras da palavra. Além disso, qual é a relação entre ensino, religião, educação, cidadania, eleição, mobilidade urbana, individualidade?

Percebo que estamos num anestesiamento, numa inércia enquanto povo no que se refere a pensar educação no sentido de independizar-se de certos modismos. É preciso compreender quem os produz. E, naturalmente, opor-se de maneira condizente e convincente. Está na moda falar em cidadania e defendê-la. No entanto, as eleições comprovaram que 30% omitiram-se do direito de votar. Está na moda dizer da necessidade de pensar em mobilidade urbana. No entanto, a área urbana não comporta novas rotas e o governo incentiva o transporte individual através da isenção do IPI. Está na moda falar em garantir e gerar renda própria. No entanto, não há ensino no nível fundamentar sobre como funcionam as cooperativas.

Parabéns, sim! Comprometimento, também!

Encontros

Ao trabalhar em sala de aula, sempre notei a necessidade de reconhecer e elogiar os encontros extra-classe. Tomei essa atitude na medida em que tive experiências significativas com ex-alunos e ex-alunas. Ao encontrar um discente fora do ambiente escolar há duas possibilidades: uma possibilidade é de que ele, ou ela, faça de conta que não conhece e nem reconhece o professor; a outra e boa possibilidade é de que ele, ou ela, reaja, com aceno, cumprimento e até lhe dirija a palavra.

Em minha opinião, esta é a melhor oportunidade de chegar próximo e ultrapassar as barreiras que o ensino formal oferece. É no momento do lúdico, do informal, que pode haver um diálogo que reverte na melhor aprendizagem em sala de aula. É a melhor oportunidade de perceber quem está na companhia de..., o que também interfere nas relações família versus escola.

Por isso sempre defendi a coerência e a ética, que ultrapassam o ambiente meramente profissional. Em minha opinião, podemos melhorar as relações professor-aluno mediante exemplo, e este ultrapassa as paredes das salas de aula, as calçadas e espaços abertos das escolas, assim como seus muros frios e altos. Ao adotar uma postura mais humana, mais apaziguada, o professor é capaz de compreender o universo estudantil, aproximar-se dele e intervir com as lições para vida.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Religiosidade Brasileira

Sempre sou favorável ao "faça você mesma!". Então, não custa dar uma olhadinha, aquela espiadela básica no IBGE sobre como está a configuração que identifica as diversas correntes religiosas no Brasil.

Amei a sugestão de trabalho oferecida pelo MAPER, para iniciar o trabalho sobre a diversidade religiosa no Brasil.
Veja: http://youtu.be/onwNWyTpj1E
A sugestão é trabalhar a letra de Gil, "Se eu quiser falar com Deus", que transcrevo abaixo:

Se Eu Quiser Falar Com Deus

Composição: Gilberto Gil

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar

Fonte: MAPER.

Lembre-se de citar a fonte. Afinal, queremos utilizar estes materiais preservando os Direitos Autorais originais.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Aos pais de todas as idades e qualidades

Apresento um jogral, bem participativo, com as recomendações e texto...

Precisa-se:
5 pessoas, com ótima dicção!

2 pessoas que fiquem nas extremidades, segurando duas estrelas grandes, uma em cada extremidade.

Em uma das estrelas escreve-se “EU” e na outra estrela escreve-se “MEU PAI”.

Precisa-se de “elos” para que ao final eles sejam unidos, num gesto, “ligando” as palavras “Eu” e “Meu Pai”.
O material teria de ser feito em papel mais resistente, também com uma boa medida, para que fique bem visível. Talvez uma camiseta branca com as palavras pintadas na parte frontal - Misericórdia, bondade, humildade, delicadeza e paciência



Texto: As qualidades de um bom pai

Todos: Parabéns pelo seu dia meu Pai!

Leitor/a 01 - Você é meu exemplo de justiça e de verdade.

Leitor/a 02 - Pai, você é um herói dedicado! Hoje quero te dizer: Você é meu herói!

Leitor/a 03 – Pai, você é um grande amigo meu! Hoje quero te dizer: Você é meu melhor amigo!

Leitor/a 04 – Pai, você está comigo nas alegrias e nas tristeza, muito obrigado.

Leitor/a 05 – Pai, agradeço por me indicar as perdas e as vitórias de cada dia.

Todos: Muito obrigado, pai!

Leitor/a 01 – Eu agora sei ser gentil, graças a você!

Leitor/a 02 – Eu olho os pássaros no céu, as flores nas gramas,

Leitor/a 03 – Eu olho para as montanhas, para as planícies,

Leitor/a 04 – Eu leio livros!

Leitor/a 05 – Eu amo o ar e o mar.

Todos: Muito obrigado, pai, por ensinar a ver como tudo é lindo!

Leitor/a 01 – Pai, eu ainda tenho que aprender...

Leitor/a 02 – Quero aprender a ganhar e a perder.

Leitor/a 03 – Quero aprender contigo, pai, a confiar em mim mesmo/a com equilíbrio.

Leitor/a 04 – Quero aprender a decidir sozinho.

Leitor/a 05 – Quero acreditar nas causas que defendem a vida.

Todos: Quero aprender e quero ensinar!

Leitor 01 – Pai, você é paciente e corajoso!

Leitor 02 – Você é alguém de fé no Criador, em si mesmo e nos homens.

Leitor 03 – Nós somos o povo de Deus.

Leitor 04 - É por isso que queremos seguir juntos com Jesus Cristo!

Leitor 05 – Muito obrigado, meu bom pai, porque você me ensina a fé Cristã.

Todos: Misericórdia, bondade, humildade, delicadeza e paciência. São valores para a vida de todas as pessoas. Abençoado Dia dos pais!

Sara Regina Hoppen. Baseado na tradução da carta de Abraham Lincoln, 1830 ao professor de seu filho e Colossences 3. 12. 

 

Lembre-se de citar a referência ao utilizar este material, pelo que agradeço!